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Opep+ manterá política de produção em meio a tensões no Oriente Médio, dizem fontes

por reuters
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Por Maha El Dahan e Ahmad ⁠Ghaddar

DUBAI/LONDRES, 2 Jan (Reuters) – A Opep+ provavelmente manterá a produção de petróleo estável em sua reunião de domingo, disseram três delegados da Opep+ nesta sexta-feira, apesar das tensões políticas elevadas entre os principais membros, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos sobre o Iêmen.

A reunião de domingo dos oito membros da Opep+, que bombeia cerca de metade do petróleo do mundo, ocorre depois que os preços do petróleo caíram mais de 18% em 2025 – sua maior queda ​desde 2020 – em meio a preocupações crescentes ⁠com o ⁠excesso de oferta.

Os oito – Arábia Saudita, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Kuweit, Iraque, Argélia e Omã – aumentaram as metas de produção de petróleo em cerca de 2,9 milhões de barris por dia de abril a dezembro de 2025, o que equivale a quase ‌3% da demanda mundial de petróleo.

Em novembro, eles concordaram em pausar ​os aumentos de produção para janeiro, fevereiro ‌e março.

A Opep ​e as ​autoridades da Arábia Saudita e da Rússia não responderam aos pedidos de comentários da Reuters sobre a reunião de domingo.

As tensões entre a Arábia Saudita ​e os Emirados Árabes Unidos, que apoiam lados opostos no conflito de uma década no Iêmen, se acirraram no mês passado quando um grupo alinhado aos Emirados Árabes Unidos tomou o território do sul do governo apoiado pela Arábia Saudita.

Até o momento, fontes da Opep+ não deram nenhuma indicação de que a disputa afetará as negociações de domingo.

A Opep sempre preservou sua coesão mesmo durante sérias divisões internas, como a Guerra Irã-Iraque, priorizando a gestão do mercado em detrimento de disputas políticas.

Os Emirados Árabes Unidos disseram que retirariam suas forças remanescentes do Iêmen depois que a Arábia ⁠Saudita apoiou um pedido para que as tropas dos Emirados saíssem em 24 ‌horas, uma das mais sérias divergências ⁠públicas entre os dois produtores de petróleo do Golfo.

O governo do Iêmen, apoiado pela Arábia Saudita, lançou o que chamou de operação pacífica ‍para retomar posições militares dos separatistas do sul apoiados pelos Emirados Árabes Unidos nesta sexta-feira, que, ​por ‌sua vez, disseram que sete ataques aéreos sauditas haviam ocorrido desde a declaração.

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