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Lideranças governistas do Senado preveem que a CPI do Crime Organizado, anunciada por Davi Alcolumbre (União-AP) na quarta-feira (29/10), será mais difícil do que outras CPIs, como a do INSS.
Na avaliação de senadores próximos ao Palácio do Planalto, o crime organizado é um assunto amplo, que pode abranger diversas linhas de investigação, o que deixará a CPI sem “tema definido”.
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Nesse cenário, caciques governistas do Senado preveem que a comissão parlamentar de inquérito enfrentará dificuldade até mesmo para convocar pessoas a prestarem depoimentos.
“Vai convocar quem está preso? Ou vai convocar membros de facções que estão soltos? Eles vão atender a uma convocação do Senado?”, ironizou um senador do PT.
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Governistas esperam, contudo, que a CPI seja menos politizada do que outras, na medida em que não há investigação em curso que envolva diretamente o governo ou a oposição — e nenhum dos lados defenderá o crime.
A CPI do Crime Organizado será instalada na próxima terça-feira (4/11). O favorito para ser o relator é o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O PT pleiteia a presidência, para indicar o senador Fabiano Contarato (PT-ES).
