70
Paulo Maluf nasceu em 1931, filho de imigrantes libaneses. Estudou engenharia na USP e assumiu os negócios da família antes de entrar na política, casando-se com Sylvia Lutfalla em 1955
Iniciou sua trajetória pública na ditadura militar, apadrinhado pelo general Costa e Silva. Foi presidente da Caixa e nomeado prefeito de São Paulo em 1969, priorizando grandes obras viárias
Como prefeito, criou o Minhocão e presenteou a seleção de 1970 com fuscas, gerando processos. Em 1979, tornou-se governador de São Paulo após vencer uma disputa interna na Arena
Sua gestão estadual foi marcada pela criação da Paulipetro, que gastou milhões sem achar petróleo. Maluf personificou o populismo de direita e o slogan “rouba, mas faz”
Em 1985, tentou a presidência pelo Colégio Eleitoral, mas foi derrotado por Tancredo Neves após um racha no seu partido. Ausentou-se de votações históricas, como a das Diretas Já
Retornou à prefeitura em 1993, construindo túneis e aumentando a dívida pública. Elegeu Celso Pitta como sucessor, cuja gestão foi marcada por escândalos que o afastaram do aliado
Maluf proferiu frases polêmicas sobre estupro e enfrentou disputas familiares pelo controle da Eucatex. Sua própria mãe o excluiu da herança em testamento pouco antes de falecer
Em 2001, revelaram-se contas secretas em Jersey vinculadas a ele, que negou as acusações. Em 2010, seu nome foi incluído no alerta vermelho da Interpol por crimes financeiros
O STF o condenou a mais de 7 anos por lavagem de dinheiro na obra da avenida Água Espraiada. Também recebeu pena por falsidade ideológica eleitoral na campanha de 2010
Ficou preso na Papuda em 2017 e passou ao regime domiciliar em 2018 por questões de saúde. Em 2023, o ministro Edson Fachin extinguiu suas penas privativas de liberdade via indulto natalino
No exterior, mantém condenações na França e ordens de prisão nos EUA. Recentemente, a Suíça repatriou milhões de dólares de suas contas para os cofres públicos brasileiros
Fora de cargos desde 2018, Maluf enfrentou câncer e Covid-19. Crê na absolvição divina por suas obras, afirmando que não se anda em São Paulo sem ver algo que ele construiu
Alan Marques, Bruno Poletti, Jorge Araújo, Marlene Bergamo, Matuiti Mayezo, Pedro Ladeira, Acervo UH/Folhapress
Índice
Paulo Maluf nasceu em 1931, filho de imigrantes libaneses. Estudou engenharia na USP e assumiu os negócios da família antes de entrar na política, casando-se com Sylvia Lutfalla em 1955
Iniciou sua trajetória pública na ditadura militar, apadrinhado pelo general Costa e Silva. Foi presidente da Caixa e nomeado prefeito de São Paulo em 1969, priorizando grandes obras viárias
Como prefeito, criou o Minhocão e presenteou a seleção de 1970 com fuscas, gerando processos. Em 1979, tornou-se governador de São Paulo após vencer uma disputa interna na Arena
Sua gestão estadual foi marcada pela criação da Paulipetro, que gastou milhões sem achar petróleo. Maluf personificou o populismo de direita e o slogan “rouba, mas faz”
Em 1985, tentou a presidência pelo Colégio Eleitoral, mas foi derrotado por Tancredo Neves após um racha no seu partido. Ausentou-se de votações históricas, como a das Diretas Já
Retornou à prefeitura em 1993, construindo túneis e aumentando a dívida pública. Elegeu Celso Pitta como sucessor, cuja gestão foi marcada por escândalos que o afastaram do aliado
Maluf proferiu frases polêmicas sobre estupro e enfrentou disputas familiares pelo controle da Eucatex. Sua própria mãe o excluiu da herança em testamento pouco antes de falecer
Em 2001, revelaram-se contas secretas em Jersey vinculadas a ele, que negou as acusações. Em 2010, seu nome foi incluído no alerta vermelho da Interpol por crimes financeiros
O STF o condenou a mais de 7 anos por lavagem de dinheiro na obra da avenida Água Espraiada. Também recebeu pena por falsidade ideológica eleitoral na campanha de 2010
Ficou preso na Papuda em 2017 e passou ao regime domiciliar em 2018 por questões de saúde. Em 2023, o ministro Edson Fachin extinguiu suas penas privativas de liberdade via indulto natalino
No exterior, mantém condenações na França e ordens de prisão nos EUA. Recentemente, a Suíça repatriou milhões de dólares de suas contas para os cofres públicos brasileiros
Fora de cargos desde 2018, Maluf enfrentou câncer e Covid-19. Crê na absolvição divina por suas obras, afirmando que não se anda em São Paulo sem ver algo que ele construiu
Sua assinatura ajuda a Folha a seguir fazendo um jornalismo independente e de qualidade
Veja as principais notícias do dia no Brasil e no mundo
TEXTOS
Folha de S.Paulo
IMAGENS
Alan Marques, Bruno Poletti, Jorge Araújo, Marlene Bergamo, Matuiti Mayezo, Pedro Ladeira, Acervo UH/Folhapress
Sergio Lima/AFP
Reprodução
PRODUÇÃO DE WEB STORIES
Isabela Faggiani