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Petróleo opera quase estável com esperanças reduzidas de paz para Rússia-Ucrânia e tensões no Iêmen

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Por Robert Harvey

LONDRES, 30 Dez (Reuters) – Os preços ⁠do petróleo operavam próximos da estabilidade nesta terça-feira, com os investidores avaliando as esperanças reduzidas de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia e as crescentes tensões geopolíticas no Oriente Médio em torno do Iêmen.

Os preços futuros do petróleo Brent para entrega em fevereiro, que expiram nesta terça-feira, subiam 0,34%, a US$62,15 por barril, por volta de 12:00 (horário de Brasília).

O petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos ​subia 0,59%, a US$58,42.

Os valores de ⁠referência ⁠do Brent e do WTI subiram mais de 2% na sessão anterior, com a Arábia Saudita lançando ataques aéreos contra o Iêmen e depois que Moscou acusou Kiev de ter como alvo uma residência presidencial russa, diminuindo as esperanças de ‌um acordo de paz.

A Rússia disse que endurecerá sua posição ​nas negociações de paz depois de ‌acusar Kiev de atacar ​a ​residência, uma alegação que Kiev rejeitou como infundada e destinada a prejudicar as negociações de paz.

‘Acho que o mercado agora adaptou novamente suas ​expectativas, não buscando nenhum avanço para um acordo de paz entre a Ucrânia e a Rússia no curto prazo’, disse o analista do UBS, Giovanni Staunovo.

O atual bloqueio dos EUA ao petróleo venezuelano e a suspensão das exportações do CPC Blend do Cáspio devido ao mau tempo sustentaram os preços na terça-feira, disse ele.

Além das preocupações com o fornecimento, houve ataques de uma coalizão liderada pela Arábia Saudita contra o que ela descreveu como apoio militar estrangeiro aos separatistas do sul do Iêmen apoiados pelos Emirados Árabes Unidos.

A ⁠Arábia Saudita disse nesta terça-feira que sua segurança nacional era uma linha ‌vermelha e apoiou um pedido ⁠para que as forças dos Emirados Árabes Unidos deixassem o Iêmen em 24 horas, logo após uma coalizão liderada pela Arábia ‍Saudita ter realizado um ataque aéreo no porto de Mukalla, no sul do Iêmen.

(Reportagem de ​Robert ‌Harvey em Londres, Anushree Mukherjee em Bengaluru e Sudarshan Varadhan em Cingapura)

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