A Polícia Civil e a Vigilância Sanitária fazem nesta quarta-feira (1º) uma nova operação de fiscalização em quatro estabelecimentos comerciais de São Paulo suspeitos de vender bebida alcoólica contaminada com metanol. O estado já registra seis mortes por intoxicação com metanol.
Um dos alvos é o Supermercado BBR, na Bela Vista, região central da capital, onde foram apreendidas garrafas de destilados cheias e vazias. Procurada pela reportagem no local, a gerente afirmou que o estabelecimento falaria mais tarde sobre a operação.
De acordo com Isa Léa Abramavicus, delegada da Divisão de Investigações sobre Infrações contra a Saúde Pública, o mercado é um dos fornecedores de bebida alcoólica do bar Ministrão, que foi interditado nesta terça (30) por suspeita de venda de destilados adulterados com metanol. Uma mulher relatou ter ficado cega após consumir caipirinhas de vodca no bar, que fica na alameda Lorena, nos Jardins.
Em comunicado divulgado em seu perfil no Instagram, o Ministrão afirmou que “todas as nossas bebidas são adquiridas de fornecedores oficiais, com nota fiscal e procedência garantida, provenientes de grandes distribuidoras reconhecidas no mercado”. Disse, ainda, que sua equipe jurídica está em contato com os fornecedores e que uma nota oficial será divulgada em breve.
“Reforçamos nosso compromisso com a segurança, a transparência e o respeito aos nossos clientes”, acrescentou o Ministrão.
Nesta quarta também foram vistoriados um segundo estabelecimento na Bela Vista e outros dois em Barueri, na região metropolitana. Nenhum dos três teve o nome divulgado —segundo as autoridades, a divulgação dos nomes atrapalharia a investigação. A operação teve apoio do Procon e da Secretaria da Fazenda.
Ainda na terça foram fechados um estabelecimento na Mooca (zona leste) e outro em São Bernardo do Campo (Grande SP). Já uma distribuidora na região do M’Boi Mirim, na zona sul da capital, foi parcialmente interditada.
Até esta quarta-feira, sete casos de intoxicação por metanol foram confirmados e seguem em apuração pela Polícia Civil. Há também 15 casos sob investigação.