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Política em foco: Megaoperação com 119 mortos no Rio gera crise com STF e governo Lula

por Da Redação
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Relator da ADPF das Favelas, Moraes convoca governador e chefes das polícias para explicarem de forma detalhada operação contra CV. (Foto: Fellipe Sampaio/STF)

Uma megaoperação policial no Rio de Janeiro, que resultou na confirmação de 119 mortes, desencadeou uma grave crise institucional nas últimas 24 horas. A letalidade da ação, justificada pelo governo fluminense como uma resposta à facção Comando Vermelho, provocou duras reações do Supremo Tribunal Federal e do governo federal, com ministros exigindo explicações e criticando o que chamaram de “circunstância terrível”. Em meio à repercussão, foi anunciada uma parceria entre os governos para combater o crime organizado, escalando o debate sobre segurança pública para o centro da pauta nacional.

Governo do Rio confirma 119 mortes em operação

O governo do Rio de Janeiro confirmou 119 mortes durante uma megaoperação policial. A ação foi realizada contra a facção criminosa Comando Vermelho (CV). Uma das táticas utilizadas foi o “Muro do Bope”. A estratégia concentrou os confrontos armados em uma área de mata. A Polícia Civil prometeu dar uma resposta à altura pela morte de policiais.

Operação gera reações no governo federal e no STF

A operação motivou reações severas nos poderes Judiciário e Executivo. O ministro do STF Alexandre de Moraes mandou o governador Cláudio Castro prestar explicações. Os chefes das polícias do Rio também devem detalhar a ação. O ministro da Justiça, Flávio Dino, e o ministro do STF, Gilmar Mendes, criticaram a operação. Eles a classificaram como uma “circunstância terrível e trágica”. O partido PSB denunciou ao STF indícios de tortura e execuções. O presidente Lula manifestou-se sobre o caso após mais de 24 horas. Em sua posse como ministro, Guilherme Boulos pediu um minuto de silêncio pelas mortes.

Governo anuncia novas medidas e debate sobre facções avança

Em resposta à crise, o ministro Ricardo Lewandowski e o governador Cláudio Castro anunciaram uma parceria. Eles criarão um escritório para atuação conjunta contra o crime organizado. O tema da segurança pública escalou para o nível nacional. A guerra contra facções saiu das favelas e virou pauta no Congresso. Apesar da repercussão, um ministro do governo federal descartou uma medida mais dura. Ele afirmou que não há nenhuma intenção de classificar facções como organizações terroristas.

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