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Preços ao consumidor nos EUA sobem menos do que o esperado em janeiro

por reuters
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Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 13 Fev (Reuters) – Os preços ​ao consumidor nos Estados Unidos aumentaram menos do que o esperado em janeiro, mas a inflação subjacente se firmou à medida que as empresas aumentaram os preços no início do ano, o que, juntamente com a estabilização do mercado de trabalho, pode permitir que o Federal Reserve deixe a taxa de juros inalterada por um tempo.

O índice de preços ao consumidor subiu 0,2% no mês passado, após alta não revisada de 0,3% em dezembro, informou ⁠o ⁠Departamento de Estatísticas do Trabalho ​do Ministério ‌do Trabalho nesta sexta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam um aumento de 0,3%.

Com o relatório de janeiro, o departamento publicou fatores de ajuste sazonal recalculados para refletir os movimentos de preços de ⁠2025.

A divulgação do relatório foi ligeiramente adiada pela paralisação de três ​dias do governo federal na semana passada. Uma paralisação mais longa ​no ano passado impediu a coleta de ‌preços para outubro, causando ​volatilidade ⁠nos dados. Economistas esperavam que a volatilidade diminuísse no relatório de janeiro.

Nos 12 meses até janeiro, os preços ao consumidor tiveram alta de 2,4%. A desaceleração ​na taxa de inflação anual os 2,7% em dezembro refletiu principalmente a saída do cálculo dos valores mais altos do ano passado.

O banco central dos EUA acompanha o índice PCE para sua meta de inflação ​de 2%. Ambas as medidas estão bem acima do objetivo. O governo informou esta semana que o crescimento do emprego acelerou em janeiro e a taxa de desemprego caiu de 4,4% em dezembro para 4,3%.

No mês passado, o Fed manteve sua taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%.

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice de ​preços ao consumidor subiu 0,3% após um aumento não revisado de 0,2% em ‌dezembro.

Esse aumento do mês passado ⁠provavelmente refletiu as altas pontuais de preços na virada do ano, bem como o repasse das tarifas do presidente Donald Trump. Nos 12 meses ⁠até janeiro, o chamado núcleo do aumentou ⁠2,5%, após avançar 2,6% em dezembro. ⁠Isso também refletiu ⁠a ​saída do cálculo das leituras mais altas do ano passado.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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