Casa BrasilPrédio do restaurante de Fogaça tem rachaduras desde 2024, diz funcionário

Prédio do restaurante de Fogaça tem rachaduras desde 2024, diz funcionário

por Caique Lima
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Funcionário é resgatado de desabamento no restaurante Jamile, na Bela Vista, centro de SP. Foto: Rafaela Araújo/Folhapress

O funcionário de manutenção Wallace Palmeiras afirmou que o prédio onde funciona o restaurante Jamile, do chef Henrique Fogaça, já apresentava rachaduras no teto e nas paredes desde 2024. Segundo ele, os donos do imóvel foram avisados sobre os problemas estruturais. O desabamento, ocorrido nesta quarta (8), deixou uma mulher morta e outras cinco pessoas feridas.

Em entrevista à coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, Wallace contou que chegou ao restaurante cerca de dez minutos antes do desabamento do mezanino, que caiu sobre funcionários que se preparavam para abrir o estabelecimento.

“A mulher que morreu e os feridos trabalhavam lá. O restaurante ainda não estava aberto ao público”, disse o funcionário, que aguardava notícias de um colega soterrado. O restaurante está localizado na região da Bela Vista, no centro de São Paulo.

Segundo os bombeiros, cerca de 20 pessoas estavam no local no momento do acidente. A mulher que morreu foi encontrada sob os escombros e sofreu uma parada cardiorrespiratória. Outro funcionário, que também ficou preso sob a estrutura, foi resgatado com vida e levado ao Hospital das Clínicas.

As demais vítimas foram encaminhadas para diferentes unidades de saúde: uma ao Pronto-Socorro São Paulo, duas para as UPAs da Vila Mariana e Vergueiro, e outra foi socorrida pelo Samu. O Corpo de Bombeiros informou que o imóvel possuía Certificado de Licenciamento (CLCB) válido e que o caso será investigado pela Polícia Civil e pela Defesa Civil.

Bombeiros socorrem vítimas de explosão no restaurante Jamile. Foto: Reprodução

Em nota, Henrique Fogaça lamentou o acidente e disse que “manifesta sua solidariedade integral às vítimas e a seus familiares, reafirmando que sua principal preocupação neste momento é o bem-estar de todos os envolvidos”.

O Jamile ocupa um prédio de três andares, reformado em 2015. A cozinha ficava no segundo piso, junto ao depósito e à área administrativa. O espaço era conhecido pelo projeto arquitetônico com tijolos à vista e grandes janelas, além de objetos decorativos trazidos pelos sócios de viagens internacionais.

Inicialmente, os bombeiros suspeitaram que o desabamento poderia ter sido causado por explosão de gás, mas a hipótese foi descartada pelo capitão Maycon Cristo. “Não teve explosão nenhuma. O mezanino cedeu”.

Segundo ele, não houve vazamento de gás nem incêndio. Duas vítimas tiveram lesões nas costas e uma apresentou dificuldade para respirar, enquanto outras sofreram escoriações leves.

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