WASHINGTON (Reuters) – O presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, o republicano Mike Johnson, disse nesta terça-feira que discutiu os limites da Constituição dos EUA com o presidente norte-americano, Donald Trump, e que não havia tempo suficiente para alterar o documento fundador do país para permitir a Trump um terceiro mandato na Casa Branca.
Trump, 79 anos, também do Partido Republicano, recusou-se na segunda-feira a dizer definitivamente que não buscará um terceiro mandato, mantendo vivas as especulações sobre como ele poderia tentar estender seu tempo no cargo.
‘Tem sido uma ótima gestão. Mas acho que o presidente conhece, e ele e eu conversamos sobre isso, as restrições da Constituição’, disse Johnson a repórteres no Capitólio, a sede do Congresso dos EUA, acrescentando que ele havia conversado com Trump há uma hora, durante a viagem do presidente à Ásia.
‘Não vejo uma maneira de alterar a Constituição, porque leva cerca de 10 anos para fazer isso, como todos vocês sabem, para permitir que todos os Estados ratifiquem… o que dois terços da Câmara e três quartos dos Estados aprovariam’, disse ele.
‘Não vejo caminho para isso.’
Os aliados de Trump, incluindo Steve Bannon, citaram planos para testar o limite de dois mandatos estabelecido na 22ª Emenda da Constituição dos EUA. Trump tem falado publicamente sobre isso em comícios e vende bonés ‘Trump 2028’, referindo-se ao ano da próxima eleição presidencial.
‘Ele se diverte com isso, ‘trollando’ os democratas, cujos cabelos estão em chamas com a perspectiva’ de outro mandato de Trump, disse Johnson. O mandato atual de Trump termina em janeiro de 2029.
Na segunda-feira, Trump também apontou o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, como ‘ótimas pessoas’ que poderiam concorrer à Presidência em 2028.
(Reportagem de Susan Heavey)
