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Professor morre de infarto um dia antes de ser removido de escola

por Henrique Romanine
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O professor de História Carlos Eduardo Meira Batista, de 29 anos, conhecido como Kadu, morreu no domingo (31) em Recursolândia (TO), vítima de um infarto. Natural de Brumado (BA), ele havia assumido neste ano uma vaga efetiva na rede estadual de ensino e lecionava na Escola Estadual Recurso I.

Colegas relatam que o docente havia solicitado ao menos três vezes a remoção para outra cidade, apresentando laudos médicos que indicavam necessidade de tratamento em local com melhor estrutura de saúde. O primeiro pedido foi negado pela Secretaria da Educação do Tocantins (Seduc) devido ao estágio probatório. O segundo pedido chegou a ser aprovado, mas sua publicação estava prevista apenas para esta segunda-feira (1º), um dia após o falecimento de Kadu.

Amigos afirmam que, além dos problemas de saúde, o professor enfrentava episódios de assédio e hostilidade no ambiente escolar. Relatos indicam que alunos jogavam bolinhas de papel com pedras durante as aulas e que ele chegou a denunciar perseguições contra a gestão da escola. Segundo pessoas próximas, a pressão fez com que Kadu passasse a usar medicamentos controlados.

Translado e sepultamento

O corpo do professor será trasladado para Brumado (BA), sua cidade natal, onde será realizado o sepultamento. Sem cobertura de plano funerário, familiares e amigos lançaram uma campanha para arrecadar R$ 11,7 mil, valor destinado ao transporte, uso de espaço funerário e enterro. As contribuições podem ser feitas por Pix, no número 77999576323, em nome de Natália Santos Franco, mãe do filho de Kadu.

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Posição da Seduc

Em nota, a Seduc declarou profundo pesar pelo falecimento do professor e reforçou solidariedade à família, colegas e estudantes. A secretaria informou que Kadu havia ingressado na rede estadual em 21 de janeiro de 2024 e que seu pedido de remoção foi inicialmente negado com base na Lei Estadual nº 1.818/2007 e na Instrução Normativa Geral nº 02/2015, que restringem transferências de servidores em estágio probatório, salvo determinação judicial.

A pasta acrescentou que o professor havia sido aprovado no edital de remoção interna para a cidade de Pedro Afonso, e que o resultado já havia sido encaminhado à Casa Civil, com publicação prevista para esta segunda-feira (1º).

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