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Projeção da safra de laranja 2025/26 recua após clima mais seco nas regiões produtoras

por Allan Ravagnani
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A safra de laranja 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi reestimada em 292,60 milhões de caixas, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (10) pelo Fundecitrus. O volume representa uma redução de 0,7% em relação à estimativa de dezembro e queda de 7% frente à projeção inicial apresentada em maio do ano passado.

A revisão negativa ocorre na reta final da colheita e reflete, principalmente, a diminuição do tamanho médio das laranjas das variedades tardias Valência, Folha Murcha e Natal, afetadas por um período prolongado de chuvas abaixo da média histórica.

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Laranja menor pressiona produtividade

Entre maio de 2025 e janeiro de 2026, a precipitação acumulada no parque citrícola foi de 862 milímetros, volume 10% inferior à média histórica do período, de acordo com dados da Climatempo Meteorologia. A restrição hídrica comprometeu o desenvolvimento dos frutos tardios, reduzindo o peso médio por unidade.

Até meados de janeiro, 87% da safra de laranja já havia sido colhida, com peso médio de 153 gramas por fruto, um grama abaixo da projeção anterior. Com isso, o número de laranjas necessárias para completar uma caixa de 40,8 kg aumentou de 265 para 267 frutos.

Impacto direto nas variedades tardias de laranja

As variedades Valência e Folha Murcha tiveram a estimativa revisada para 104,27 milhões de caixas, queda de 1,8% em relação à projeção de dezembro. Já a variedade Natal recuou para 36,80 milhões de caixas, redução de 0,7%.

No caso da Valência e Folha Murcha, o peso médio projetado caiu para 161 gramas, elevando a quantidade de frutos por caixa de 248 para 253 unidades. Na Natal, o número passou de 248 para 250 frutos por caixa, com peso médio de 163 gramas.

Clima desigual no cinturão citrícola

O impacto do clima sobre a safra de laranja não foi homogêneo. Apenas as regiões do setor Sul, como Porto Ferreira e Limeira, registraram chuvas acima da média histórica. Já as regiões do setor Norte concentraram os maiores déficits hídricos, com volumes até 32% abaixo do padrão, pressionando a produtividade.

Queda de frutos segue em nível elevado

A taxa de queda prematura de frutos foi mantida em 23%, o maior patamar registrado em 11 safras, segundo o Fundecitrus. O índice está associado ao avanço do greening, doença que segue afetando de forma mais intensa os setores Sul, Centro e Sudoeste do cinturão citrícola.

Nas variedades tardias, a taxa de queda chegou a 25,6% para Valência e Folha Murcha e a 28,5% para a Natal, reforçando o impacto combinado entre clima adverso e pressão fitossanitária sobre a produção de laranja.

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