Lula teve culpa no rebaixamento da escola Acadêmicos de Niterói, que ficou em último lugar no desfile do Rio de Janeiro? E será que esse mico que o presidente pagou vai ter impacto real na sua eleição?
Que a escola de Niterói corria grande risco de ser rebaixada era algo sabido fazia tempo. É bastante comum que quem sobe num ano caia no ano seguinte, e foi isso que aconteceu.
Até aí, Lula não tem muita culpa por ter sido homenageado por uma escola modesta. Aliás, poderia ter sido bem pior. Se, por exemplo, a Janja tivesse desfilado, como era o desejo dela até a última hora, o vexame teria grudado mais ainda no presidente.
Mas Lula incentivou a escola, acompanhou o desfile, liberou petistas para participarem. O governo também deu R$ 1 milhão para a Acadêmicos de Niterói, e para as concorrentes todas também, então não dá para dizer que o presidente era um mero espectador de tudo.
Para a imagem do presidente, tem duas coisas ainda piores do que apenas a fama de pé-frio: a primeira é o risco de ações na Justiça Eleitoral por campanha antecipada e abuso de poder.
Vamos lembrar que o TSE vai ter como presidente durante a eleição o ministro Nunes Marques, e como vice, o ministro André Mendonça, ambos indicados por Jair Bolsonaro.
Outro problema, talvez até maior, foi com o desfile em si, mais especificamente uma ala que criticava as famílias conservadoras brasileiras e citava especialmente os evangélicos.
O governo tentou não passar recibo do rebaixamento. Ministros e aliados reforçaram que a escola não era grande coisa e que no quesito enredo, que avalia o tema do desfile, ou seja, Lula, a nota foi 10.
Já a oposição se encheu de esperança de que o fracasso da escola que homenageou Lula na Sapucaí seja um prenúncio de uma derrota do presidente em outubro.
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