Casa AgroSoja tem leve alta em Chicago nesta quarta-feira (12), enquanto mercado mantém foco no relatório do USDA e nas lavouras de Mato Grosso

Soja tem leve alta em Chicago nesta quarta-feira (12), enquanto mercado mantém foco no relatório do USDA e nas lavouras de Mato Grosso

por Editoria CenarioMT
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O mercado internacional da soja voltou a registrar alta moderada nesta quarta-feira (12 de novembro) na Bolsa de Chicago (CBOT), após dias de oscilação intensa. Os contratos mais negociados subiam entre 3 e 5 pontos, com o vencimento de janeiro/2026 cotado a US$ 11,32 e o de maio/2026 a US$ 11,52 por bushel. Apesar da recuperação, os preços seguem em ritmo cauteloso, limitados ao intervalo de US$ 11,20 a US$ 11,60, à espera do novo boletim do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta sexta-feira (14).

Expectativas sobre o relatório americano

O mercado agrícola global acompanha com atenção as possíveis revisões na safra 2025/26 dos Estados Unidos. Analistas esperam que o USDA reduza estimativas de produtividade e produção, o que poderia dar fôlego adicional aos preços da soja no curto prazo.
Enquanto isso, as exportações norte-americanas seguem lentas, principalmente devido à ausência da China nas compras recentes, o que reforça o clima de incerteza no mercado externo.

Clima e plantio em Mato Grosso chamam atenção

No Cenário Agro de Mato Grosso, principal estado produtor de soja do Brasil, o foco dos investidores e produtores está no andamento do plantio e na regularização das chuvas. As precipitações dos últimos dias trouxeram alívio para as lavouras em regiões como o Norte e o Médio-Norte, onde a falta de umidade vinha atrasando o calendário da safra.

Segundo informações de consultorias locais, o avanço das chuvas está permitindo melhor ritmo de semeadura, principalmente nas áreas mais produtivas do estado, como Sorriso, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum. A tendência, no entanto, ainda é de plantio irregular, com produtores mantendo cautela nas áreas onde o solo não está totalmente recuperado.

Especialistas do setor afirmam que, mesmo com o atraso inicial, a projeção de produtividade para Mato Grosso segue positiva, desde que as chuvas se mantenham regulares nas próximas semanas. A expectativa é de que o estado volte a superar a marca de 40 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, consolidando sua liderança nacional na produção.

Mercado nacional observa equilíbrio

Enquanto o mercado internacional aguarda o relatório do USDA, os indicadores domésticos seguem firmes. Em Mato Grosso, o preço médio da saca de soja varia entre R$ 120 e R$ 125, dependendo da região e das condições de entrega. A demanda interna por óleo e farelo ajuda a sustentar as cotações, mesmo com o dólar apresentando volatilidade nos últimos dias.

Para o setor logístico, a chegada da nova safra deverá manter alto fluxo de exportações pelos portos do Arco Norte, especialmente os de Miritituba e Santarém (PA), que recebem parte significativa da produção mato-grossense.

Cenário de expectativa e prudência

No curto prazo, o mercado deve continuar operando de forma lateral, entre ganhos pontuais e ajustes técnicos. Caso o relatório do USDA traga reduções mais expressivas nas estimativas americanas, a tendência é de alta momentânea em Chicago, o que pode refletir em melhor oportunidade de fixação de preços para produtores brasileiros.

Contudo, se os números forem mais conservadores e o clima no Brasil continuar favorável, o movimento pode ser de acomodação nas cotações, mantendo o viés de estabilidade observado nas últimas semanas.

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