Por Herbert Costa
Brasília vive uma semana de enorme expectativa. O Supremo Tribunal Federal deve concluir nos próximos dias o julgamento do chamado Núcleo 3 da trama golpista de 2022, mesma investigação que já resultou na condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Com o acórdão final sendo preparado, cresce a pressão sobre os últimos recursos apresentados pela defesa e aumenta a possibilidade de que o ex-presidente tenha sua prisão determinada em regime fechado já nas próximas semanas — cenário que aliados tratam como “inevitável”.
O Núcleo 3 envolve militares, ex-assessores e articuladores da tentativa de ruptura institucional. A conclusão desse julgamento será determinante para a execução da pena de Bolsonaro, especialmente porque os ministros tendem a considerar que os fatos foram comprovados, e que os recursos pendentes não têm efeito suspensivo.
Nos bastidores, a avaliação é que o desfecho do processo marcará um dos momentos mais tensos desde o início das investigações. Parlamentares bolsonaristas já falam em “perseguição”, enquanto setores do governo e do Judiciário reforçam que a punição é resultado direto das provas reunidas.
Se o cronograma for mantido, o país pode assistir, ainda em novembro ou início de dezembro, ao passo final de um dos julgamentos mais impactantes da história política recente.
