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Taxa de inadimplência no Brasil atinge em janeiro nível mais alto desde 2017

por reuters
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SÃO PAULO, 25 Fev (Reuters) – A inadimplência de ​consumidores e empresas em empréstimos concedidos por instituições financeiras com recursos livres no Brasil subiu para 5,5% em janeiro, nível mais elevado desde agosto de 2017, mostraram dados do Banco Central nesta quarta-feira.

Em dezembro, a inadimplência estava em 5,4%. Em 12 meses, o indicador subiu 1,1 ponto percentual em meio a juros persistentemente altos, com a taxa básica Selic atualmente em 15%.

Depois de interromper um ciclo agressivo ⁠de ⁠aperto monetário em julho, o BC ​manteve ‌a Selic no início do ano no nível mais alto em quase duas décadas. Mas indicou que espera começar a cortar os juros no próximo mês, à medida que surgem ⁠sinais mais claros de arrefecimento da economia.

Em seu último relatório ​de política monetária, divulgado em dezembro, o BC atribuiu a ​alta da inadimplência ao longo do ‌ano passado principalmente a ​mudanças ⁠nas regras, acrescentando que já observava “alguns sinais de estabilização”.

Os dados do BC mostraram ainda que as concessões de empréstimos pelo sistema financeiro no ​Brasil caíram 18,9% em janeiro na comparação com o mês anterior, com o estoque total de crédito recuando 0,2% no período, a R$7,116 trilhões.

No mês, as concessões de financiamentos com recursos livres, ​nos quais as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, tiveram queda de 17,2% em relação ao mês anterior. Para as operações com recursos direcionados, que atendem a parâmetros estabelecidos pelo governo, houve recuo de 32,9% no período.

Já os juros cobrados pelas instituições financeiras no crédito livre ficaram em 47,8% ao ano em ​janeiro, um aumento de 1,2 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Nos ‌recursos direcionados, houve alta de ⁠0,2 ponto no mês, a 11,6%.

O spread bancário, diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada ⁠do cliente, subiu para 34,3 pontos percentuais ⁠nos recursos livres em janeiro, ⁠contra 33,0 pontos ⁠no ​mês anterior.

(Por Camila Moreira em São Paulo e Marcela Ayres em Brasília)

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