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Toffoli se declara suspeito e deixa relatoria de ação sobre pedido de abertura de CPI do Master

por reuters
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Por Ricardo Brito

BRASÍLIA, 11 ​Mar (Reuters) – O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito e não irá apreciar uma ação que busca obrigar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar fraudes envolvendo o Banco Master.

Em sua decisão, Toffoli se declara ⁠suspeito ⁠por motivo de foro ​íntimo ‌e pede que o caso seja redistribuído para outro colega do Supremo, após ele ter sido sorteado pelo sistema ⁠da corte relator da ação apresentada pelo ​deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).

No mês passado, Toffoli já ​havia deixado a relatoria ‌do inquérito sobre ​o ⁠Master no Supremo em meio a pressões e questionamentos dentro e fora do tribunal sobre ​a relação do ministro e de familiares dele com o dono do Master, Daniel Vorcaro, e pessoas ligadas ao banqueiro.

O inquérito ​do Master atualmente está sendo conduzido no STF pelo ministro André Mendonça, que na semana passada decretou a prisão preventiva de Vorcaro.

O deputado Rollemberg tem alegado que Motta não tem agido para instalar a CPI, mesmo após ​a coleta do mínimo de assinaturas necessárias para ‌que ela seja criada, ⁠em meio a notícias de que as tentativas de se investigar no Congresso ⁠as fraudes do Master têm ⁠enfrentado resistências de ⁠importantes parlamentares ⁠diante ​das suspeitas de ligações de políticos com Vorcaro.

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