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Trio ligado ao caso de liquidação do banco Master deve depor à Polícia Federal

por Da Redação
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Daniel Vorcaro foi preso na operação que liquidou o Banco Master. (Foto: Gurometal/Wikimedia Commons)

O banqueiro e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o diretor de fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino, devem prestar um depoimento na tarde desta terça-feira (30) à Polícia Federal (PF). Os três têm uma acareação marcada perante o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

A informação sobre os depoimentos foi antecipada pelo jornal Valor Econômico e confirmada pela Gazeta do Povo com fontes ligadas à investigação. Após o trio ser ouvido, caso sejam percebidas inconsistências nas versões apresentadas, a acareação no STF será mantida, segundo as mesmas fontes.

Determinada por Toffoli, a acareação  relativa ao caso do banco Master integraria um plano da defesa para comprometer a credibilidade do BC com o objetivo de anular a investigação por fraude e reverter a liquidação do banco. Segundo informações do jornal O Globo, o procedimento, que foi marcado em pleno recesso do judiciário, serviria ao plano de salvar o banco e até de pleitear uma indenização depois, alegando uma liquidação indevida.

Toffoli marcou para terça o procedimento do inquérito, que investiga um suposto esquema de emissão e venda de títulos de crédito do Banco Master sem dinheiro real envolvido, com prejuízos estimados em até R$ 12,2 bilhões para o BRB, que é público. Uma acareação serve para resolver contradições de depoimentos durante investigações. Como o inquérito se encontra em fase inicial, não haveria relatos a serem confrontados.

Um dia antes de ser designado relator do caso, Toffoli viajou de carona a Lima num jatinho de um empresário, tendo como colega de viagem o advogado de um dos investigados.

Liquidar o banco Master teria sido uma decisão colegiada da instituição que regula juros e a própria economia do país, com a participação até do presidente da instituição, Gabriel Galípolo. A acareação foi determinada por Toffoli em meio à pressão sobre o ministro Alexandre de Moraes, que em um único dia teria ligado seis vezes para Galípolo em busca de informações sobre o negócio.

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