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Trump diz que eleição de filho de Khamenei foi grave erro e Putin declara apoio inabalável ao Irã

por Da Redação
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O presidente dos EUA, Donald Trump, durante encontro no ano passado com o ditador da Rússia, Vladimir Putin. (Foto: SERGEY BOBYLEV/SPUTNIK//EFE/EPA/KREMLIN POOL)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou como “grave erro” nesta segunda-feira (9) a escolha de Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, como novo líder supremo do Irã. A declaração foi dada em entrevista à emissora NBC.

“Eu acho que cometeram um grande erro. Não sei se ele vai durar. Acho que cometeram um erro”, disse o republicano.

Mojtaba assumiu a liderança do irã após a morte de seu pai, Ali Khamenei, eliminado nos primeiros ataques da operação militar americana e israelense em curso contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro.

Por sua vez, o ditador da Rússia, Vladimir Putin, expressou apoio “inabalável” ao Irã após a eleição de Mojtaba como sucessor do pai.

“A Rússia foi e continuará sendo um parceiro confiável da República Islâmica. Desejo-lhe sucesso nas tarefas difíceis que enfrenta”, disse o ditador a mensagem de felicitação divulgada pelo Kremlin.

Putin também reafirmou a solidariedade de Moscou aos “amigos iranianos” e declarou confiar que o novo líder “continuará com honra o trabalho de seu pai” e unirá o país “durante estas duras provações”.

De acordo com o Kremlin, Putin conversou na sexta-feira (6) com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, a quem reiterou condolências pela morte de Ali Khamenei e de membros de sua família. Em contato anterior, no dia 1º de março, o ditador russo havia classificado o assassinato do aiatolá como uma “violação cínica” de todas as normas.

Liderando a invasão em curso na Ucrânia, onde contou por anos com o apoio iraniano, Putin defendeu durante a semana passada um “cessar imediato das hostilidades” e o retorno à diplomacia.

Ainda nesta segunda-feira, Putin e Trump conversaram por telefone pela primeira vez neste ano. Segundo o assessor do Kremlin para assuntos internacionais, Yuri Ushakov, a ligação durou cerca de uma hora e foi descrita como “franca” e “construtiva”. De acordo com o regime russo, os dois líderes trataram, entre outros temas, dos acontecimentos no Irã e na Venezuela, alvo da Casa Branca em janeiro durante operação dos EUA que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro.

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