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Unidade e defesa do povo marcam coletiva de campo progressista

Edinho Silva e lideranças de diversos partidos reafirmam apoio à isenção para quem ganha até R$ 5 mil e destacam justiça tributária como prioridade

por Da Redação
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Em coletiva concedida na tarde desta terça-feira (30) e marcada por unidade política e compromisso com pautas populares, lideranças do PT e de partidos do campo progressista reafirmaram o apoio ao projeto de isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, com expectativa de votação nesta quarta-feira (1). Para Edinho Silva, presidente nacional do PT, essa é uma pauta que “dialoga com a realidade da maioria do povo brasileiro” e representa a escolha do país que queremos. “Estamos diante de um momento importante da vida brasileira. Onde ninguém tenha dúvida que nós estamos disputando os rumos do Brasil, para onde o Brasil vai.”

A proposta, que deve beneficiar quase 20 milhões de pessoas, enfrenta resistência da oposição, que tenta desidratar o texto aprovado em comissão.“Partidos que já estiveram no governo e não reduziram o imposto para a população podem querer sabotar o projeto, apresentando emendas que aparentemente ampliam o benefício, mas, na realidade, são maneiras de evitar que o projeto seja votado”, explicou Edinho.

Justiça tributária e combate aos privilégios

A defesa de um sistema tributário progressivo foi uma tônica da coletiva. A proposta de isenção para quem ganha até R$ 5 mil vem acompanhada de medidas de compensação que taxam lucros de bilionários, bancos e casas de apostas. Para Edinho, essa mudança é essencial. “Nós não queremos um Brasil de privilégios. Nós queremos um Brasil que seja justo e de igualdade de oportunidades.”

Ele destacou que a justiça tributária é também uma forma de fortalecer a democracia. “O Brasil necessita da consolidação de uma organização partidária que não só paute agendas de interesse do povo brasileiro, mas também consolide a vocação do Brasil pela democracia.”

Unidade e ampliação do campo democrático

A coletiva também serviu para marcar a unidade dos partidos do campo democrático-popular. Estavam presentes lideranças do PT, PSOL (deputada Talíria Petrone e presidenta Paula Coradi), PSB (prefeito de Recife João Campos), Rede (porta-voz Paulo Lamac) e PV, com ausências justificadas de Cidadania, PCdoB e PDT. Edinho valorizou essa articulação: “O que nós temos construído hoje não é pouco […] Já é uma representatividade importante dos partidos brasileiros.”

Ele demonstrou otimismo em relação à ampliação da aliança política. “Mesmo que haja contradições com direções partidárias, penso que há muito ambiente para que a gente dialogue com lideranças, com parlamentares que querem conversar sobre essa agenda que nós estamos propondo.”

Outras pautas progressistas

Além da isenção do IR, a coletiva reafirmou compromissos com o fim da jornada 6×1, a tarifa zero no transporte público e uma nova concepção de segurança pública. Edinho lembrou que “são mais de 20 milhões de brasileiras e brasileiros que deixam de utilizar transporte público por falta de condições financeiras. Que a gente debata de forma responsável a PEC da segurança pública, que rompa com a concepção de polícia que mata. Essa concepção não nos representa.”

A defesa de políticas que cuidem da juventude, da reinserção social e da valorização dos profissionais da segurança pública também foi destacada como elemento de uma agenda democrática e popular.

Contra a anistia e os retrocessos

As lideranças reafirmaram rejeição total a qualquer proposta de anistia ou redução de penas para envolvidos em atos golpistas. “Quem planejou o assassinato do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do presidente do TSE, é assassino. A gente não pode anistiar assassinos, nem reduzir penas de assassinos”.

A coletiva ainda reiterou a importância da mobilização popular na pressão sobre o Congresso e na garantia de avanços concretos. O campo democrático reafirmou que seguirá unificado não só nas votações, mas também nas ruas, onde o povo já mostrou sua força. “A sociedade brasileira quer debater que Brasil vamos deixar para as futuras gerações”, concluiu Edinho.

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