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Uso de derivativos de ações cresce na B3 e bate recordes em 2025

por Naty Falla
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O mercado brasileiro passou a usar mais instrumentos financeiros para se proteger de oscilações e apostar em movimentos de curto prazo em 2025. É o que mostram os dados da B3, que registrou recordes de negociação em derivativos ligados a ações ao longo do ano.

Esses produtos, como opções e contratos futuros, permitem ao investidor travar preços, reduzir riscos ou montar estratégias sem precisar comprar ou vender ações diretamente. Em 2025, eles ganharam mais espaço tanto entre investidores individuais quanto institucionais.

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O maior crescimento veio do mercado de opções de ações, ETFs e BDRs. O volume médio diário negociado avançou 23% em relação a 2024 e chegou a R$ 687 milhões, o maior patamar já registrado. As opções com vencimento semanal puxaram esse movimento: o volume negociado mais que dobrou, com alta de 165%, impulsionado pela ampliação do número de ativos disponíveis nesse formato.

Também cresceu o uso de opções ligadas a índices, como o Ibovespa. Em 2025, esse mercado movimentou, em média, R$ 94,7 milhões por dia.

Ao longo do ano, a B3 reduziu o tamanho desses contratos e passou a oferecer vencimentos mais curtos, o que facilitou o acesso de investidores com menos capital.

Nos contratos futuros, em que há o compromisso de compra ou venda de um ativo em uma data futura, o futuro de ações registrou volume médio diário de R$ 140 milhões. Em um único pregão, em 19 de março, as negociações somaram R$ 1,3 bilhão, recorde histórico para o produto. O número de contratos futuros de ações disponíveis chegou a 41 ao final do ano.

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Os contratos de menor valor seguiram concentrando grande parte das operações. O mini-índice Ibovespa manteve média de 14,5 milhões de contratos negociados por dia. Já o micro futuro do S&P 500, ligado ao mercado americano, encerrou 2025 com recorde de volume, após crescimento de 26% na comparação anual.

Outro segmento que avançou foi o mercado a termo de fundos imobiliários e BDRs não patrocinados, em que a compra é feita para pagamento em data futura. O volume médio diário mais que dobrou em relação a 2024, alcançando R$ 1,9 milhão.

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