A deputada estadual e pré-candidata ao Senado, Janaina Riva (MDB), criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve o atual número de cadeiras no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas, afirmando que a medida enfraquece politicamente Mato Grosso e desestimula novas candidaturas para as eleições de 2026.
Segundo a parlamentar, a expectativa era de que o estado ganhasse uma nova vaga na Câmara dos Deputados e três na Assembleia Legislativa, considerando o aumento populacional registrado pelo último Censo do IBGE. No entanto, o Supremo manteve a atual distribuição, frustrando parlamentares e partidos locais.
“Na hora de votar matérias importantes, como a reforma tributária, nós teremos um deputado a menos do que deveríamos ter. Isso impacta diretamente na força política do estado”, afirmou Janaina.
A deputada destacou ainda que a manutenção da atual estrutura representa uma injustiça federativa.
“Desmotiva muitas pré-candidaturas porque havia uma expectativa real de mais cadeiras na Assembleia e no Congresso. Era o que seria justo conforme a distribuição populacional”, pontuou.
Partido mantém estratégia para 2026
Apesar da decisão do STF, Janaina garantiu que o MDB continua articulando sua chapa para as eleições de 2026 e que nenhum pré-candidato desistiu da disputa.
“Não tivemos nenhuma desistência. A minha saída, por exemplo, redistribui minha votação entre vários deputados com expectativa de ocupar minha vaga. Isso é natural”, explicou.
Ela também afirmou que o partido tem realizado reuniões frequentes para atrair novos filiados e consolidar uma chapa competitiva, tanto para a Câmara quanto para a Assembleia Legislativa.
Decisão gera insatisfação entre parlamentares
A decisão do STF contrariou a expectativa de parlamentares de estados em crescimento populacional, como Mato Grosso, que defendiam uma redistribuição proporcional das cadeiras. Caso fosse aprovada, a medida diminuiria vagas em estados do Sudeste e Sul, o que enfrentou forte resistência política no Congresso.
Janaina reforçou que não apoia o aumento global do número de parlamentares, mas defende a redistribuição proporcional.
“É uma injustiça com Mato Grosso. O estado aumentou sua população e, proporcionalmente, teria direito a mais representação. Mas, por conta dos estados que perderiam vagas, nós ficamos prejudicados”, concluiu.
