Casa BrasilVÍDEO Dino rebate Fux após ministro invocar origem judaica para justificar voto pró-golpismo

VÍDEO Dino rebate Fux após ministro invocar origem judaica para justificar voto pró-golpismo

por Diario do Centro do Mundo
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Os ministros Luiz Fux e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Reprodução

Durante o julgamento dos réus do núcleo da desinformação da trama golpista, nesta terça-feira (21), o ministro Flávio Dino respondeu a uma declaração de Luiz Fux, que havia invocado suas origens judaicas ao justificar o compromisso com a democracia.

Em seu voto pela absolvição de parte dos réus, Fux afirmou que sua defesa da democracia tem raízes na história familiar. O ministro mencionou a perseguição enfrentada por seus antepassados na Alemanha nazista como motivo para rejeitar qualquer tipo de ataque ao Estado de Direito.

“A minha árvore genealógica, ela me alimenta, dia após dia, de defender a democracia, porque meus ancestrais sofreram na pele o que é não haver um Estado democrático”, declarou Fux.

O magistrado é descendente de judeus exilados da Segunda Guerra. Em palestras anteriores, Fux já havia relatado que os avós vieram ao Brasil após três anos de separação forçada.

“A minha família é de exilados de guerra, da perseguição nazista. Tenho origem judaica. Meu avô e a minha avó se reencontraram no Brasil, após três anos separados. A minha avó conseguiu vir primeiro, exilada, depois é que veio o meu avô. Chegando aqui, meu avô exerceu uma função bastante humilde. Ele vendia roupas para pessoas de classe baixa, nas populações mais carentes”, afirmou em outra ocasião.

A resposta de Dino

Após a fala de Fux, Flávio Dino afirmou que o povo judeu foi vítima da indústria da desinformação, usada pelo nazismo para transformar grandes mentiras em verdades e justificar o extermínio em massa.

“O que aconteceu com o povo judeu é que ele foi vítima, primeiro, de uma indústria de desinformação. Está no núcleo do nazismo transformar uma grande mentira numa grande verdade, que era a satanização do povo judeu, que justificou os campos de concentração”, disse Dino.

O ministro ressaltou que as fake news não são um fenômeno novo, mas um instrumento que historicamente serviu para legitimar crimes.

“Por que, se não fossem as desinformações e as mentiras sobre os judeus, o que levaria à entrega criminosa de milhões de pessoas para morrer nos campos de concentração? Não havia motivo, não havia conduta alguma, a não ser as fake news.”

A troca de declarações ocorreu durante o julgamento do coronel Reginaldo Vieira de Abreu, acusado de tentar interferir no relatório das Forças Armadas para favorecer uma ruptura institucional.

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