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A série de fiascos e omissões do governador

por Marcy Redacao
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Nunca antes em Mato Grosso um governador conseguiu colecionar tão rapidamente tantas declarações, arrogantes e debochadas, e gestos que desagradam a sociedade. O feito negativo de Mauro Mendes é formado por uma série de fiascos e omissões. Listamos abaixo apenas os casos mais graves e recentes:

1 – Os servidores e o escândalo dos consignados: a omissão

Matéria do jornalista Lázaro Thor, do PNB Online, mostra que o governador dá de ombros em relação a uma providência requerida pelos servidores para protegê-los de operações de crédito consignado irregulares e potencialmente abusivas. Mendes reduz o escândalo a uma rixa política, os servidores que se explodam nesta lógica mesquinha. O escritório que cuida da causa é comandado pelo advogado Pedro Taques, ex-governador e pré-candidato ao Senado. Ele representa seis entidades sindicais e uma federação, e pede a imediata suspensão das operações de ao menos sete empresas que atuam como bancos clandestinos no Estado de Mato Grosso. Até o momento, o governador Mauro Mendes (União) deu de ombros, não se manifestou sobre o pedido, que alerta para a exposição de cerca de 10 mil servidores a operações de crédito consignado irregulares e potencialmente abusivas.

O Escândalo dos Consignados é um tema que ocupa o trabalho da deputada estadual Janaína Riva, também pré-candidata a senadora, ou seja, outra concorrente potencial contra Mendes em 2026. Em audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso nesta terça-feira (07.10), a deputada Janaina Riva (MDB) classificou como “infinitamente maior que a fraude do INSS” o esquema de empréstimos consignados irregulares que atingiu servidores estaduais. A discussão tratou da proposta de utilização de R$ 200 milhões da MTPrev, fundo de previdência dos servidores, para compra dessas dívidas consideradas fraudulentas.

“Para quem não conhece o caso, não sabe que a fraude dos consignados em Mato Grosso proporcionalmente é infinitamente maior que a fraude do INSS, muito maior que a fraude do INSS. Tem servidores que receberam metade daquilo que está no contrato, fora os juros e as multas. Isso é muito sério, é caso de polícia e precisa ter uma investigação muito mais rigorosa por parte do Ministério Público e do Judiciário”, declarou a deputada Janaina. 

2 – A não nomeação dos aprovados no concurso da Polícia Militar: omissão

Mauro Mendes tratou com deboche a reivindicação dos aprovados no concurso. Irritado pela constante e justa reivindicação questionado sobre nomeação dos aprovados no concurso da Polícia Militar, ao mesmo passo que os números da violência aumentam no estado, o governador Mauro Mendes (União) debochou dos aprovados. Em uma coletiva marcada por poucas palavras, Mendes disse que não “acorda inspirado” para nomear e tal ato depende de critérios técnicos e da demanda. Diz que a prioridade é investir em tecnologia, os aprovados que esperem sentados.

 3 – O atraso nas obras do BRT e o inferno no trânsito de Cuiabá: fiasco

O governador Mauro Mendes tem baixíssima resistência pessoal e política às críticas. A reação é imediata: rebate com virulência, arrogância ou ironia. Mendes fez pouco caso dos vereadores cuiabanos que se atreveram a cobrar providências dele em relação ao atraso da obra atrasada há anos. “Se criticar resolvesse, eu passaria três dias criticando”, debochou o governador.

O governador Mauro Mendes (União) rebateu os vereadores de Cuiabá que criticaram a demora para a conclusão das obras do BRT e o transtorno causado nas ruas da Capital. “Se criticar resolvesse, eu criticaria o dia inteiro. Passaria dois, três dias criticando. Agora, o Governo trabalha com seriedade”, afirmou o governador irritado com a cobrança. Governo que trabalha sério respeita as cobranças da população. Pedir “paciência” à população é um acinte, assim como debochar da cobrança legítima dos vereadores cuiabanos, que nem sequer levantaram o tom das críticas à altura do caos provocado pelo atraso na obra do BRT, um verdadeiro fiasco da gestão. 

4 – Os buracos do sistema prisional de Mato Grosso e a fuga de líderes do Comando Vermelho: fiasco 

No último mês de agosto, Arlequina e Angeliquinha, chefes do Comando Vermelho no norte do estado, escaparam da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. À época, o governador alegou que haveria indícios de ajuda na fuga. Agora, questionado sobre possíveis ações de servidores, sinalizou que não poderia afirmar se houve conivência de agentes, mas que todas as fugas registradas precisam ter uma resposta à sociedade: “Eu não posso afirmar isso. O que eu posso dizer é que, se houve fuga, tem que ser investigado. Doa a quem doer, tem que aparecer o culpado”. Se houve fuga? Se estavam presas e a Justiça não mandou soltar, só pode ter havido fuga da penitenciária sob a gestão do governo Mauro Mendes

“Não é possível, com todo requinte que nós temos hoje nas nossas prisões, com todo investimento que nós fizemos, ter fuga. Alguma coisa de errado aconteceu “, diz o governador sobre o óbvio. Tem muita coisa errada acontecendo ao mesmo tempo além da fuga de líderes do Comando Vermelho.

Angelica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como Angeliquinha foi condenada a 250 anos de prisão,  relacionados há vários homicídios que tiveram seu aval e participação, enquanto Jessica Leal da Silva, de 36 anos, a Arlequina, responde por tráfico de drogas. A dupla, considerada de alta periculosidade, segue foragida.

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