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A perícia que apavora Brasília e o Rio
O silêncio nos corredores da Assembleia Legislativa do Rio (ALERJ) nesta quarta-feira tem um motivo claro: o conteúdo do celular de Rodrigo Bacellar. Após meses de perícia digital exaustiva, a Polícia Federal finalizou o relatório que detalha o que fontes internas chamam de “dados bombásticos”. O material já está nas mãos de Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal.
PF diz que que metade da Alerj tem ligação com o crime organizado
A investigação não se resume mais a desvios de verbas; o foco agora é a traição institucional. Peritos cruzaram mensagens, arquivos deletados e metadados que indicam um fluxo constante de informações sigilosas saindo da cúpula do poder fluminense diretamente para lideranças do Comando Vermelho. A suspeita é de que operações policiais tenham sido frustradas por “avisos prévios” gerados de dentro do gabinete da presidência da ALERJ.
Novos inquéritos no horizonte
A análise técnica da PF foi tão profunda que Moraes já avalia a abertura de inquéritos paralelos. Não se trata apenas de Bacellar: o celular funciona como um “mapa” de contatos que pode envolver outros parlamentares e secretários de Estado. A defesa tenta, sem sucesso, invalidar as provas, alegando irregularidades na apreensão, mas o STF mantém o ritmo acelerado.