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O rapper Oruam — filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP” — pode acabar como um dos alvos do PL Antifacção, aposta do governo Lula para reforçar a política de combate ao crime organizado.
Nesta terça-feira (11/11), enquanto o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), discutia os rumos do projeto, o deputado Kim Kataguiri (União-SP) apresentou uma emenda ao texto mirando no cantor.
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O deputado Kim Kataguiri
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
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O deputado Kim Kataguiri
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Oruam deve ser solto a qualquer momento
Reprodução/Redes sociais
A proposta de Kataguiri é incluir no texto os princípios da chamada “Lei Anti-Oruam”, que criminaliza a “apologia pública de facção criminosa”, inclusive em obras de cunho artístico.
“O crime organizado contemporâneo utiliza a comunicação e a cultura como instrumentos de influência social e recrutamento, explorando a vulnerabilidade de jovens e comunidades. Casos recentes demonstram o uso de músicas, videoclipes, eventos e plataformas digitais para enaltecer a violência, o tráfico e a vida criminosa”, argumenta o deputado na emenda.
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O MBL, movimento do qual Kataguiri é um dos líderes, tem um histórico de combate às músicas de Oruam por, segundo o grupo, fazerem apologia ao crime organizado e enaltecerem grupos como o Comando Vermelho.
Além da “Lei Anti-Oruam”, o próprio Kataguiri já apresentou outras propostas na Câmara mirando a proibição da apologia a facções criminosas. Ele propôs, por exemplo, a proibição de músicas com conteúdo adulto nas escolas.
