Casa Mato GrossoEmanuel recorre ao STF para tentar suspender CPI das fraudes fiscais em Cuiabá

Emanuel recorre ao STF para tentar suspender CPI das fraudes fiscais em Cuiabá

por Da Redação
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Após sucessivas derrotas no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), apresentou uma reclamação constitucional ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostas fraudes fiscais ocorridas durante seus dois mandatos (2017-2024).

A investigação foi aberta em março deste ano a pedido da vereadora Michelly Alencar (União), com prazo inicial de 120 dias, posteriormente prorrogado. A comissão apura suspeitas de desvio de recursos, fraudes fiscais, descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e pagamentos irregulares no fim da gestão, que poderiam ter causado prejuízos aos cofres públicos.

Além de Michelly, integram a comissão os vereadores Demilson Nogueira (PP), como vice-presidente, e Sargento Joelson (PSB). Entre os suplentes estão Dra. Mara (Podemos), Daniel Monteiro (Republicanos) e Kassio Coelho.

Na ação, Pinheiro alega que a CPI não tem objeto específico, configurando uma “devassa generalizada”, já que cobre todo o período de suas duas gestões sem apontar irregularidades concretas. O ex-prefeito também questiona a prorrogação dos trabalhos, que, segundo ele, teria sido feita de forma irregular, sem publicação adequada e sem cumprir os requisitos do processo legislativo eletrônico.

Emanuel sustenta ainda que a comissão não realizou atos investigativos relevantes nos primeiros 120 dias, o que caracterizaria desvio de finalidade.

Antes de recorrer ao STF, Emanuel teve pedidos negados tanto na 1ª instância quanto no TJMT. O desembargador Mário Kono, ao rejeitar o recurso, destacou que apesar do caráter amplo, a CPI investiga fatos conexos relacionados à gestão financeira municipal e que suspender os trabalhos representaria obstáculo ao poder fiscalizador da Câmara.

Agora, cabe ao presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, decidir se acolhe ou não o pedido de suspensão feito pelo ex-prefeito.

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