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A Embraer desembolsou US$ 80 milhões em tarifas de exportação aos Estados Unidos entre abril de 2025 e o fim de fevereiro deste ano, quando as cobranças foram suspensas.
Os números foram divulgados pelo diretor financeiro da companhia, Antonio Carlos Garcia, na teleconferência realizada na última sexta-feira (6).
Do total pago, 85% estão concentrados no segmento de aviação executiva. Os 15% restantes referem-se à área de serviços e suporte da fabricante brasileira.
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Aviação executiva lidera impacto
Só na aviação executiva, as tarifas somaram US$ 27 milhões no quarto trimestre de 2025. No acumulado do ano, o segmento registrou US$ 54 milhões em sobretaxas, conforme o balanço divulgado pela companhia.
A interrupção das cobranças ao fim de fevereiro trouxe alívio imediato, mas Garcia foi cauteloso ao avaliar o cenário à frente. “Voltamos a zero, mas o que vai acontecer daqui para frente está muito nebuloso”, afirmou o executivo durante a teleconferência.
Embraer analisa pedir reembolso
A possibilidade de recuperar os valores já pagos ainda está em aberto. O presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, disse que a companhia monitora o que outros fabricantes do setor vão fazer antes de definir seu próprio movimento.
“Estamos acompanhando a situação para entender o que os nossos pares vão fazer e que resultado eles vão conseguir disso para, então, definirmos o nosso movimento”, declarou.
Peças e motores fora da tarifa
Gomes Neto confirmou ainda que motores e peças de aeronaves estão isentos da tarifa de 10% imposta pelos EUA. Para o presidente, a mudança representa uma correção de distorção competitiva. “Vemos com bons olhos a igualdade de condições em nosso setor, já que a Embraer era a única fabricante a pagar tarifas sobre exportações de aeronaves”, disse.
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