Casa PoliticaFlávio protocola PEC pelo fim da reeleição à Presidência com apoio de 30 senadores de direita

Flávio protocola PEC pelo fim da reeleição à Presidência com apoio de 30 senadores de direita

por Da Redação
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto, protocolou nesta segunda-feira (2) uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para acabar com a reeleição para o cargo de presidente da República. O texto obteve assinaturas de 30 senadores —eram necessárias 27.

A proposta mantém a possibilidade de reeleição para os demais cargos, incluindo governadores e prefeitos.

Os senadores que apoiaram a PEC são do PL, PP, Republicanos, União Brasil, Novo, Podemos e MDB.

Uma vez protocolada, a PEC precisa ser analisada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e por uma comissão especial. Para ser aprovada, ela precisa ter três quintos dos votos em dois turnos de votação na Câmara e no Senado. Ou seja, são necessários votos de ao menos 49 senadores, enquanto apenas 30 assinaram a proposição.

Em maio de 2025, a CCJ do Senado aprovou uma PEC semelhante, proposta em 2022, que proibia a reeleição para cargos do Executivo e estabelecia a duração dos mandatos em cinco anos. A proibição da reeleição começaria apenas a partir de 2034. Considerada polêmica, a proposta não avançou depois disso.

Flávio vinha defendendo o fim da reeleição em entrevistas e, na semana passada, durante uma reunião com a bancada do PL na Câmara e no Senado, anunciou que estava recolhendo assinaturas para protocolar uma PEC nesse sentido.

“Faço um gesto público […] para mostrar que isso não é um projeto pessoal, é um projeto de país. É a consciência de que o Brasil não aguenta mais quatro anos de PT”, disse Flávio a jornalistas após a reunião.

Na justificativa, Flávio argumenta que a Constituição de 1988, originalmente, não previa a possibilidade de reeleição para cargos do Poder Executivo, o que mudou com a PEC da Reeleição, promulgada em 1997 durante o mandato do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Segundo o senador, a possibilidade de um presidente concorrer novamente ao cargo “cria um estado permanente de eleição”.

“Tornou-se regra a busca pelo segundo mandato consecutivo. O chefe do Executivo, que deveria governar com foco exclusivo no interesse público e na implementação de políticas estruturantes, passou a atuar, muitas vezes, sob a lógica de um ciclo permanente de campanha. Medidas necessárias, porém impopulares, foram sendo postergadas”, escreve.

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