O governador Mauro Mendes (União), enfim, abriu o seu coração e falou o que pensa sobre a extrema direita bolsonarista. Ele afirmou que o discurso extremista do bolsonarismo, da polarização entre esquerda e direita, “é pobre e não enche a barriga de ninguém”. Definiu de maneira clara e precisa o que considera ser o discurso raso, eleitoreiro, usado pela extrema direita bolsonarista.
Segundo matéria dos jornalistas Ana Frutuoso e Fred Moraes, do site Gazeta Digital, a declaração sincera do governador Mauro Mendes foi em resposta a uma afirmação feita pelo senador Wellington Fagundes (PL). Mauro criticou a declaração de Wellington de que a direita brasileira estaria concentrada apenas no Partido Liberal e classificou como “pobre” o debate baseado em rótulos ideológicos. Segundo Mendes, a polarização entre direita e esquerda não resolve os problemas concretos da população.
“Olha, o próprio Wellington, pouco tempo atrás, estava fazendo campanha para Lula, fazendo campanha para Lúdio, aqui em Cuiabá. Isso é muito natural. Eu não sei de quem ele está falando, mas acho muito pobre esse discurso de direita e esquerda. Isso não enche a barriga de ninguém. Nem ser direita ou esquerda resolve os problemas da sociedade”, afirmou o governador.
Esse argumento pobre de esquerda e direita, que não enche a barriga de ninguém e que não resolve problemas concretos é a base do pensamento raso da extrema direita bolsonarista. Além de Wellington Fagundes, o deputado federal José Medeiros (PL) e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), líder da extrema direita em Mato Grosso, só pensam nisso, só falam isso. O próprio prefeito de Cuiabá teve o desplante de dizer que se lixa para 35% da população cuiabana, porque são “esquerdistas”.
Além disso, o argumento do senador Wellington Fagundes é falacioso. O PL foi um partido de direita, foi. Não é mais. O PL representa o espaço partidário ocupado pela extrema direita. O bolsonarismo não é direita, o bolsonarismo é extrema direita, ocupa o extremo do espectro ideológico. O líder da extrema direita brasileira, o ex-presidente Jair Bolsonaro, é amante da tortura, amante da ditadura, e está preso, condenado por tentativa de golpe de estado contra a democracia.
A declaração de Mauro Mendes tem o efeito equivalente a uma declaração de guerra contra os bolsonaristas. Uma guerra que será travada ao longo da eleição deste ano. De um lado, Mauro Mendes e Otaviano Pivetta (Republicanos) e de outro todo o comando da extrema direita bolsonarista: Abilio Brunini, José Medeiros e Wellington Fagundes.
