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Lula: “Enquanto outros apostam na rivalidade, nós escolhemos a cooperação”

por Da Redação
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O presidente Lula aproveitou a Cúpula Empresarial da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em Kuala Lumpur, neste domingo (26), para defender uma nova ordem internacional baseada na cooperação e no fortalecimento do Sul Global. Em seu pronunciamento, Lula destacou o potencial de parcerias estratégicas entre o Brasil e os países do bloco, apontando o papel das relações multilaterais como chave para um desenvolvimento mais justo e equilibrado das nações.

Lula ressaltou a importância de o Brasil e a ASEAN unirem forças para influenciar a geopolítica global e o desenvolvimento do Sul Global: “O Brasil e a ASEAN têm tudo para se tornarem polos de uma ordem internacional mais justa e equilibrada”, pontuou.

“Enquanto outros apostam na rivalidade e na competição, nós escolhemos a parceria e a cooperação”, definiu Lula, em referência ao crescente unitaleralismo de nações desenvolvidas. “Com um PIB combinado de 3,8 trilhões de dólares e crescimento médio anual de 4% na última década, a ASEAN forma a quinta maior economia do mundo”, disse.

O presidente argumentou que a cooperação entre os países do Sul Global deve ter sentido estratégico, voltado ao desenvolvimento industrial das nações envolvidas. “Parcerias entre países do Sul Global na área de ciência, tecnologia e inovação tendem a ser mais colaborativas e horizontais. Por isso, têm um grande potencial ganha-ganha.”

 

Para Lula, o fortalecimento do comércio e das relações econômicas é um pilar dessa nova abordagem. Ele defendeu a inclusão de todos os atores – governos, setor privado e sociedade civil – no diálogo internacional para enfrentar os desafios globais. “Na cooperação internacional, precisamos colocar todos esses atores em diálogo”, observou.

Transição digital e energética

O presidente alertou para os efeitos globais de duas transições que considera “irreversíveis”, a digital e a energética. “A primeira está acontecendo com a participação ativa da ASEAN; a segunda deve muito à contribuição do Brasil”, avaliou o presidente. “Juntos, podemos garantir que essas transições sejam feitas de forma inclusiva e sustentável e beneficiem nossos povos”, defendeu.

Lula voltou a alertar que o avanço tecnológico, como o  da economia verde, não farão sentido se não incluírem as populações, sobretudo as dos países mais pobres. “O mundo está precisando de transformações que tenham sentido humanitários e transformações que levem em conta que nós temos uma luta em comum, que é a luta contra a desigualdade no planeta Terra”, argumentou Lula.

 

O que é extremamente importante é que a gente consiga fazer, nessa segunda metade do século XXI, tudo aquilo que nós não conseguimos fazer na primeira metade.

 

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