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Relatório da PF sobre Bacellar vira bomba relógio para Cláudio Castro no TSE

por JR Vital
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Leitura Essencial
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Relatório da PF vincula Rodrigo Bacellar e Cláudio Castro ao loteamento de cargos públicos.

Planilha de 2023 cita “compensação” pelo fim do esquema Ceperj.

Julgamento de cassação no TSE está marcado para 10 de março de 2026.

Investigação de vazamento para o Comando Vermelho serve de pano de fundo para as provas.

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O cenário político do Rio de Janeiro sofreu um novo abalo neste sábado, 21 de fevereiro de 2026. A conclusão do relatório final da Polícia Federal (PF) sobre as investigações que envolvem o “escândalo do Ceperj” e o vazamento de informações sigilosas chegou ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes em um momento crítico. O documento não apenas detalha a teia de influências de Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Alerj, como joga sombras definitivas sobre a permanência de Cláudio Castro (PL) no Palácio Guanabara.

Com o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pautado pela ministra Cármen Lúcia para o dia 10 de março, o relatório surge como a peça que faltava para conectar o uso da máquina pública a interesses eleitorais. A acusação central é de que cabos eleitorais foram remunerados com dinheiro público, e as novas provas extraídas de celulares e computadores apreendidos podem ser o “tiro de misericórdia” jurídico para a chapa eleita em 2022.

ANÁLISE
Perspectiva Editorial

A instabilidade política no Rio de Janeiro atinge seu ápice. A possível cassação de Castro e Bacellar em março pode levar o estado a novas eleições indiretas ou diretas (dependendo da interpretação do calendário eleitoral pelo TSE), paralisando investimentos e projetos estruturantes no curto prazo.

A “Planilha da Compensação”

O trecho mais sensível do relatório detalha uma planilha eletrônica encontrada no computador de Rui Bulhões Junior, ex-chefe de gabinete de Bacellar. Intitulada “Pedidos em 12/04/23”, a lista funciona como um inventário do loteamento do Estado. Nela, nomes de deputados estaduais são associados a cargos no Detran e na Operação Lei Seca.

O que mais chamou a atenção dos investigadores foi a rubrica “cargos para compensar Ceperj”. A expressão sugere que a estrutura do governo do Rio foi utilizada para “recompensar” aliados políticos que perderam espaço ou influência após o desmantelamento do esquema original no Centro de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio (Ceperj).

Conexões Perigosas

Além do loteamento de cargos, o inquérito sob relatoria de Moraes apura o vazamento de dados que teriam favorecido a facção criminosa Comando Vermelho. Rodrigo Bacellar e o desembargador Macário Judice Neto, ambos presos desde o final do ano passado, são os pivôs dessa investigação que agora transborda para a esfera eleitoral. Para Castro, o risco é de efeito dominó: se o TSE entender que houve abuso de poder político e econômico alimentado por esse ecossistema de corrupção, a cassação torna-se inevitável.

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