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Rússia diz manter contato com amigos na Venezuela e monitora escalada entre Caracas e EUA

por Da Redação
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Regime aliado de Maduro

  • Por John Lucas

  • 02/11/2025 às 18:42

Os ditadores Vladimir Putin e Nicolás Maduro Maduro durante cerimônia de assinatura de pactos de cooperação em Moscou, Rússia, em maio. (Foto: YURI KOCHETKOV/EFE/EPA)

O regime da Rússia disse neste domingo (2) que está “acompanhando de perto o que está acontecendo na Venezuela”, em meio ao aumento das tensões entre Caracas e Washington. A declaração, feita pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, ocorre dias após a publicação de uma reportagem do jornal The Washington Post, que revelou que o ditador venezuelano Nicolás Maduro teria pedido apoio militar à Rússia e à China para enfrentar os EUA.

Peskov afirmou à agência estatal Tass que Moscou mantém “diversas obrigações contratuais” com o regime venezuelano e mantém diálogo permanente com Caracas.

“Estamos realmente em contato com nossos amigos na Venezuela. Claro, queremos que tudo permaneça pacífico e que não surjam novos conflitos na região. O mundo já está cheio de conflitos”, disse o porta-voz, segundo noticiou a agência turca Anadolu.

O comentário reflete a preocupação de Moscou com a instabilidade em curso perto de um país considerado aliado. Desde agosto, os Estados Unidos intensificaram operações navais no Caribe, perto da Venezuela, sob a justificativa de combater o narcotráfico. Washington afirma ter realizado mais de uma dezena de ataques contra embarcações que deixavam águas venezuelanas, resultando em, até este momento, pelo menos 64 mortes. Caracas acusa os EUA de usar a “guerra às drogas” como pretexto para ações militares em seu território.

No fim de outubro, segundo a Tass, Duma Estatal russa, câmara baixa do Parlamento, ratificou um tratado de parceria estratégica com a Venezuela. O vice-chanceler do regime de Vladimir Putin, Sergey Ryabkov, afirmou que o acordo tem “importância especial diante da pressão militar direta e sem precedentes dos Estados Unidos” sobre o regime de Maduro.

Apesar das revelações do Washington Post sobre o pedido de radares, aeronaves e mísseis, o Kremlin não confirmou o envio de tais armamentos para Caracas. Ainda assim, a declaração de Peskov reforça que a crise entre o regime chavista e Washington passou a ser observada de perto por Moscou, que pode tentar agir para preservar sua influência na América Latina.

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