Casa PoliticaVereador articula CPI sobre assédio sexual na Prefeitura de Cuiabá, mas aponta resistência na Câmara

Vereador articula CPI sobre assédio sexual na Prefeitura de Cuiabá, mas aponta resistência na Câmara

por Safira Redacao
0 comentários
vereador-articula-cpi-sobre-assedio-sexual-na-prefeitura-de-cuiaba,-mas-aponta-resistencia-na-camara
(Foto: Câmara de Cuiabá)

A criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias envolvendo a gestão de Abilio Brunini (PL), incluindo um caso de assédio sexual de uma ex-assessora do então chefe de gabinete, Willian Campos, tem poucas chances de avançar no cenário atual da Câmara, segundo o vereador Daniel Monteiro (Republicanos). Em entrevista concedida nesta terça-feira (10.02) ao Jornal da Cultura, da Rádio Cultura, ele apontou manobras da base aliada que podem impedir a abertura da investigação. 

De acordo com o parlamentar, a limitação regimental e o número já existente de comissões simultâneas dificultam a abertura de novas investigações. A Câmara permite atualmente a instalação de até cinco CPIs ao mesmo tempo, todas já em andamento. A proposta apresentada por ele reúne, até o momento, sete assinaturas, duas a menos do mínimo necessário para protocolar formalmente o pedido.

“Há uma pequena, muito pequena esperança”, disse Monteiro, em entrevista aos jornalistas Antero Paes de Barros e Michely Figueiredo. O vereador mencionou a possibilidade de alguma das CPIs em curso ser barrada por questões técnicas ou falta de objeto definido, o que abriria espaço para a nova comissão. 

Uma alternativa seria a alteração do regimento interno para ampliar o número de CPIs simultâneas. Segundo o vereador, essa hipótese é considerada remota, mas já foi discutida entre parlamentares. Ele argumenta que o aumento recente do número de vereadores, de 25 para 27, justificaria a ampliação do limite atual.

Durante a entrevista, Monteiro comentou a repercussão da denúncia de assédio sexual que resultou na exoneração do então secretário. Segundo ele, a primeira proposta de CPI não incluía esse tema, que só se tornou público posteriormente. Após a divulgação do caso ele e a vereadora Maria Avalone apresentaram uma nova proposta de comissão, incorporando o episódio.

Além das denúncias de assédio, Monteiro mencionou a existência de novas informações divulgadas pelo PNB Online que apontam irregularidades financeiras relacionadas ao caso. Um comprovante de transferência bancária que Willian Campos transferiu dinheiro a mais para a ex-assessora que o acusa de assédio por meio de uma conta da empresa MT Press. O pagamento foi feito no dobro do valor do salário da assessora. Conforme o vereador, o assunto também será investigado caso a CPI vigore.

você pode gostar

SAIBA QUEM SOMOS

Somos um portal de notícias comprometido com a imparcialidade e a verdade. Nosso foco é levar informação clara e responsável sobre os principais acontecimentos do Mato Grosso e do Brasil, mantendo você sempre atualizado com a realidade dos fatos.

REDAÇÃO

noticias recentes

as mais lidas

Voz Popular © Todos direitos reservados