
Durante a entrevista coletiva pelo presidente Lula em Nova Delhi, o mandatário brasileiro corrigiu a interpretação apresentada pelo jornalista Tiago Eltz, da TV Globo, sobre uma declaração envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a possibilidade de “receber criminosos” no Brasil.
Ao formular a pergunta, o repórter afirmou que Lula teria dito que poderia acertar com Trump o recebimento de criminosos ou de pessoas que cometessem crimes em território americano. O presidente interrompeu e negou a afirmação.
“Não, você não ouviu isso aqui”, respondeu Lula. Em seguida, reforçou: “Se eu aceito que você faça a pergunta do jeito que você está fazendo, dá a impressão que eu falei isso. Eu não falei isso”.
Eltz insistiu no esclarecimento e mencionou que Lula teria citado “receber criminosos de combustíveis”. O presidente voltou a corrigir o entendimento apresentado.
“Não, não. Nós queremos prendê-los. Eu não quero recebê-los, eu quero prendê-los”, declarou Lula, diferenciando os termos utilizados na pergunta.
Lula detalhou o contexto citado na entrevista. Segundo o presidente, o Brasil bloqueou 250 milhões de litros de gasolina em cinco navios e encaminhou informações às autoridades americanas sobre um investigado residente em Miami.
“Nós mandamos pro presidente Trump a fotografia da casa dele, o nome dele e nós queremos essa pessoa no Brasil”, afirmou. “É para combater o crime organizado. Então nos entregue os nossos bandidos”.
Na sequência, Lula explicou que já discutiu propostas de cooperação com Trump por telefone e citou ações conjuntas voltadas ao combate ao narcotráfico, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.
