Alvo de um pedido de cassação que será lido na sessão desta quinta-feira (2), a vereadora Maysa Leão (Republicanos) pediu aos colegas da Câmara de Cuiabá para arquivar o processo durante o pequeno expediente. Ela argumentou que o que aconteceu com ela poderia ter ocorrido com qualquer parlamentar e disse que a situação ajudou a Casa de Leis a criar um protocolo de escuta protetiva.
A Procuradoria da Câmara de Cuiabá deve se manifestar pelo arquivamento do requerimento apresentado pela balconista Katiuscia Micheli Vaz, pedindo a cassação da vereadora com base numa notícia de fato instaurada pelo Ministério Público Estadual (MPMT) que questionava a conduta da parlamentar durante uma audiência pública realizada em 20 de agosto, cujo tema era o enfrentamento à violência sexual contra mulheres, crianças e adolescentes.
“Quando eu entrei nessa casa me falaram ‘se você passar pela vereança sem nenhum pedido de cassação é porque você não se destacou, mas eu preferia passar sem nenhum pedido de cassação porque mesmo quando estamos seguros e tranquilos é sempre um desgaste, mas só quem enfrenta a trincheira da política, de se candidatar, ir pra rua, pedir a confiança, entende o quanto é difícil e desafiante estar preparados”, iniciou o discurso.
Ela lembrou que o próprio MP já arquivou o procedimento por não haver elementos mínimos para avançar com a investigação. “Hoje gostaria de pedir o apoio dos nobres pares, aconteceu comigo algo que poderia ter acontecido com qualquer um dentro desta Casa e a gente sempre aprende com as coisas que acontecem. Eu pensei muitas vezes porque isso aconteceu comigo, poderia não ter acontecido, poderia ter seguido a audiência pública como todas as outras, mas Deus sabe o que faz. O MP arquivou o processo e deixou muito claro que não houve dolo por minha parte, a jovem não foi exposta, ela segue a vida dela em paz, não corre risco, porque seus agressores estão presos cumprindo a pena”, justificou.
Henrique Amaral Motta, da 14ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá, o órgão arquivou a apuração, considerando que não houve irregularidade na conduta da vereadora.
BRENDA CLOSS Da Redação do Folhamax
