LIZ BRUNETTO
DA REDAÇÃO DO MIDIANEWS
A defesa do fotógrafo Marcelo da Silva Figueiredo, de 45 anos, protocolou um pedido de habeas corpus (HC) no Tribunal de Justiça de Mato Grosso com pedido de suspensão da decisão que determinou o uso de tornozeleira eletrônica por 90 dias.
O fotógrafo é investigado por violência física e psicológica contra a ex-namorada. As medidas protetivas também abrangem os dois filhos menores de idade da vítima.
Mais grave ainda é o gestor da secretaria, fazer as vezes jurisdicional do magistrado, e expedir o edital de intimação, sem nenhuma decisão deferindo o pedido
O pedido foi protocolado nesta segunda-feira (27) pelo advogado Herbert Costa Thomann, que alegou “constrangimento ilegal” ao seu cliente em razão de supostas falhas processuais e de medidas “desproporcionais”. “O processo está eivado de nulidades desde a sua instauração”, disse no HC.
Segundo o advogado, o fotógrafo nunca foi devidamente intimado sobre a decisão, pois o oficial de Justiça não o encontrou e, sem novas tentativas de localização, a secretaria da Vara teria expedido um edital de intimação por 15 dias, sem autorização do juiz, o que, segundo o advogado, violaria o “devido processo penal”.
A decisão que recrudesceu a medida protetiva e concedeu prazo de 48h para implantar a tornozeleira eletrônica foi proferida em 24.10.2025, e Marcelo foi intimado no dia 26.10.2026.
Como no TJ-MT os prazos processuais estão suspensos até 28.10.2025, o prazo iniciará em 29.10.2025 com prazo para implantação do monitoramento.
De outra banda, pocurado pela Redação de vozpopular.com, Marcelo afirmou que “[n]os conhecemos por meio de aplicativos e estivemos juntos por um período em 2023. Nossa relação, inicialmente, não possuía um caráter formal. No início de 2024, passamos a compartilhar, além do convívio, projetos profissionais. (…) Durante esse período, a dinâmica de trabalho, por vezes, gerava atritos, como é comum em qualquer relacionamento. Contudo, jamais houve qualquer ato de violência física ou ameaças, como os descritos por ela. (…) Em meados de junho a julho, (…) decidimos nos afastar gradualmente.”.
No meio de sua manifestação, indagou, “seria uma busca por vingança, motivada pela minha ausência de contato? Se a situação relatada era tão grave, por que não se manifestou na época? Qual seria o propósito, o projeto por trás disso?”.
continuou seu relato afirmando “o elevado índice de feminicídio no estado do Mato Grosso é, de fato, lamentável. Acompanhei notícias sobre o assunto, tanto de fontes externas, durante minha estadia em Belém, quanto internamente, ao iniciar minhas atividades no site. [Mas,] acredito que a referida pessoa esteja utilizando essa questão como pretexto para criar uma situação desfavorável a mim. Qual a razão dela vazar todos os movimentos do processo, boletins de ocorrência e relatos à mídica? O que ela ganha(ou) com isso?”.
Terminou seu sesabafo reafirmando sua posição: “não houve interesse em manter um relacionamento com essa pessoa em julho do ano passado. A partir daí, não houve mais contato. Igualmente, não houve intenção de me relacionar com ela em maio deste ano, ao retornar de Belém e começar a trabalhar, momento em que conheci outra pessoa e segui minha vida. Portanto, reitero: a narrativa de que eu descumpri medidas, persegui ou procurei essa pessoa é completamente falsa. Não procede, e reitero, não procede. Espero que as autoridades considerem esses fatos, pois não estou perseguindo ninguém. Desejo apenas seguir minha vida e trabalhar. Esse processo causou a perda do meu emprego, atrasando meus planos e dificultando o auxílio à minha mãe e ao meu filho, o que impactou negativamente todas as minhas relações. Estou sendo julgado nas redes sociais, com pessoas me vendo com maus olhos, mesmo sem ter cometido qualquer ato que justifique tal comportamento. Simplesmente não quis me relacionar com essa pessoa, e estou sofrendo consequências desproporcionais por não tê-la procurado”.
