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Uma professora de Cuiabá ingressou na Justiça contra o ex-marido, com quem foi casada por 17 anos, pedindo indenização de R$ 20 mil por danos morais em razão de infidelidade conjugal descoberta em 2021.
Relacionamento e descoberta da traição
O casal iniciou a união em 2005, oficializou o casamento em 2013 e se divorciou em 2021. Meses antes da separação, a professora percebeu mudanças no comportamento do então marido, que chegava tarde do trabalho e alegava excesso de serviço.
Em agosto de 2021, ela descobriu conversas entre ele e outra mulher armazenadas na nuvem do celular da filha. Após o flagrante, o empresário deixou a casa e só retornou no dia seguinte, sem se pronunciar.
Alegações da autora
A professora afirma que a traição trouxe humilhação e constrangimento social, além de agravar seu quadro depressivo, tratado desde 2015. Segundo ela, após o divórcio, o ex passou a assumir publicamente o relacionamento extraconjugal, intensificando seu sofrimento.
Defesa do empresário
O réu contesta as acusações, sustentando que a simples infidelidade não caracteriza dano moral indenizável e nega ter exposto a ex-esposa ao ridículo ou contribuído para o agravamento de sua saúde psíquica.
Próximos passos do processo
A juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 4ª Vara Cível de Cuiabá, estabeleceu os pontos que deverão ser comprovados antes da sentença: se houve exposição vexatória, a relação entre a conduta do réu e o agravamento do estado emocional da autora e a extensão do dano moral. Após a produção de provas, o caso voltará para julgamento.
