Casa JudiciárioTrio é condenado a 66 anos de prisão por execução brutal de motorista de aplicativo em Várzea Grande

Trio é condenado a 66 anos de prisão por execução brutal de motorista de aplicativo em Várzea Grande

por Da Redação
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O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, nesta terça-feira (7), Bruno Vinícius Rodrigues, Vitor Weslen Amorim de Albuquerque e Jhully Gabrielly Batista de Souza pelos crimes de organização criminosa armada, cárcere privado, tortura, homicídio triplamente qualificado e vilipêndio a cadáver, cometidos contra o motorista de aplicativo Jonas de Almeida Silva, de 26 anos. As penas somadas chegam a 66 anos de prisão, em regime inicial fechado.

O crime

O caso ocorreu entre os dias 27 e 28 de março de 2019, e chocou a população da região metropolitana de Cuiabá pela brutalidade. Jonas desapareceu após aceitar uma corrida pelo aplicativo, e seu corpo foi encontrado carbonizado dias depois, em uma área de mata no bairro São Benedito, em Várzea Grande.

De acordo com as investigações, o trio mantinha ligações com uma facção criminosa. A vítima foi sequestrada, torturada e executada com extrema violência. Em seguida, os criminosos atearam fogo no corpo, numa tentativa de impedir sua identificação e dificultar as investigações.

O julgamento

Durante o julgamento, o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) sustentou que os réus agiram de forma premeditada e com total desprezo pela vida. Os jurados acataram integralmente os argumentos da acusação, reconhecendo as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

A juíza presidente do júri fixou as penas em 25 anos para Bruno Vinícius, 21 anos para Vitor Weslen e 20 anos para Jhully Gabrielly, determinando que todos permaneçam presos.

“Afirmação da civilização contra a barbárie”

O promotor responsável pelo caso destacou que a decisão simboliza a força do Tribunal do Júri como guardião da vida humana:

“Foi uma resposta justa e firme à crueldade praticada. O Júri reafirmou que a vida não pode ser violada impunemente”, declarou o representante do Ministério Público.

O caso, que teve ampla repercussão social, é considerado uma das condenações mais emblemáticas de Várzea Grande, reforçando o compromisso da Justiça com o combate à impunidade e a valorização da vida.

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