Casa JudiciárioJustiça recebe denúncia contra quadrilha que furtava módulos eletrônicos de caminhões; prejuízo passa de R$ 5,9 milhões

Justiça recebe denúncia contra quadrilha que furtava módulos eletrônicos de caminhões; prejuízo passa de R$ 5,9 milhões

por Da Redação
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A Sétima Vara Criminal de Cuiabá recebeu denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), contra 44 pessoas e empresas acusadas de integrar uma organização criminosa especializada em furtar e revender módulos eletrônicos de caminhões.

A ação faz parte da Operação Safe Truck, que apura um esquema milionário de subtração de peças de veículos de grande porte, principalmente das marcas Volvo e Scania, com prejuízo estimado em R$ 5,9 milhões.

Esquema de furtos e revenda clandestina

As investigações apontam que o grupo era estruturado e permanente, com divisão de tarefas e cinco núcleos de atuação, responsáveis por diferentes etapas do crime — desde o furto dos módulos até a revenda em oficinas e lojas especializadas.

O esquema foi descoberto após a prisão em flagrante de Luciano Ribeiro de Souza, em abril de 2022. A partir da análise de dados telefônicos, bancários e interceptações, a Polícia Civil identificou o funcionamento do grupo e mapeou os principais envolvidos.

O líder da organização, Luciano Ribeiro de Souza, também responderá por corrupção de menores, por ter negociado peças ilícitas com um adolescente.

Denúncia recebida e citações

Com o recebimento da denúncia, os 44 acusados passam à condição de réus pelos crimes de furto qualificado, receptação qualificada, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A Justiça determinou que todos apresentem resposta à acusação no prazo de 10 dias.
No mesmo despacho, o juiz arquivou o processo em relação a três investigadosLuciano de Lara Santos, Hudson Thiago Faeda Pereira e Débora Geisiane Macedo da Fonseca — por falta de indícios suficientes de autoria e materialidade.

Estrutura da organização criminosa

De acordo com o Gaeco, a quadrilha era composta por núcleos interligados, com funções específicas:

  • Execução: responsável pelos furtos dos módulos;
  • Receptação e revenda: cuidava da comercialização clandestina;
  • Financeiro: movimentava e ocultava os valores ilícitos;
  • Suporte logístico: garantia transporte e armazenamento;
  • Liderança: chefiada por Luciano Ribeiro de Souza.

As investigações reuniram 167 boletins de ocorrência que comprovam a dimensão dos prejuízos causados aos proprietários de caminhões e empresas de transporte.

 

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