Casa Judiciário“Musa dos Investimentos”, agente da PF e médico são condenados a indenizar vítimas de pirâmide financeira

“Musa dos Investimentos”, agente da PF e médico são condenados a indenizar vítimas de pirâmide financeira

por Da Redação
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A juíza Sinii Savana Bosse Saboia Ribeiro, da 10ª Vara Cível de Cuiabá, condenou Taíza Tosatt Eleotério Ratola, conhecida como “Musa dos Investimentos”, o agente da Polícia Federal Ricardo Mancinelli Souto Ratola, o médico Diego Rodrigues Flores e a empresa DT Investimentos Ltda. (antiga TR Investimentos) ao pagamento de R$ 188 mil a duas vítimas de um esquema de pirâmide financeira, além de R$ 16 mil por danos morais.

Promessas de lucro e prejuízo milionário

As vítimas alegaram ter investido R$ 383 mil na plataforma administrada pela empresa, atraídas pela promessa de rendimentos mensais entre 5% e 6%. Após tentarem reaver o valor, não receberam o dinheiro de volta. Durante o processo, a magistrada determinou o bloqueio de bens e contas dos réus.

A juíza reconheceu a existência de relação de consumo e aplicou o Código de Defesa do Consumidor (CDC), apontando falha na prestação de serviços financeiros. Taíza e a DT Investimentos foram declaradas reveles, consolidando a presunção de veracidade das alegações das vítimas.

Ricardo Mancinelli foi responsabilizado solidariamente, por ter apresentado o investimento e garantido sua segurança, enquanto o médico Diego Flores foi identificado como sócio de fato, por participar da divulgação e gestão da empresa.

Operação Cleópatra e acusações criminais

O Ministério Público de Mato Grosso denunciou o grupo por lavagem de dinheiro, estelionato e crimes contra a economia popular, afirmando que o esquema causou prejuízo de mais de R$ 4 milhões a cerca de 30 vítimas.

A “Musa dos Investimentos” chegou a ser presa em flagrante em novembro de 2024, durante a Operação Cleópatra, após a polícia encontrar munições de uso restrito e anabolizantes em sua residência. À época, as investigações indicaram que Taíza teria ocultado parte de seu patrimônio, inclusive R$ 2 milhões em nome do irmão menor de idade, e mudado-se para Sinop (MT) para fugir da exposição pública.

Condenação e consequências

Na decisão cível, além da devolução do capital investido e da indenização por danos morais, os réus deverão arcar com custas processuais e honorários advocatícios fixados em 15% sobre o valor da condenação.

A juíza também determinou o levantamento da restrição sobre um veículo Jeep Renegade, reconhecendo a Cooperativa Sicredi Ouro Verde MT como credora fiduciária do bem.

Taíza e seu atual companheiro, Wander Aguilera Almeida, cumprem prisão domiciliar e respondem a processos criminais pelos supostos esquemas de investimento fraudulento.

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