Casa JudiciárioFilho de PF, empresário pede liberdade após golpe de R$ 337 mil em Cuiabá

Filho de PF, empresário pede liberdade após golpe de R$ 337 mil em Cuiabá

Heitor alega falta de contemporaneidade em prisão

por Da Redação
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A defesa do empresário do ramo de tecnologia da informação, Heitor Rocha Machado, entrou com um habeas corpus pedindo a liberdade do cliente alegando “falta de contemporaneidade” para sua prisão. Ele é suspeito de um golpe numa loja de móveis de alto padrão de R$ 337 mil, mas foi preso quase um ano após os supostos crimes.

Segundo o habeas corpus, assinado pelo advogado Herbert Thomann, a prisão de Heitor, decretada em 18 de junho de 2025 durante a operação “Jail Hacker”, é relativa a fatos ocorridos em julho de 2024. A operação “Jail Hacker”, da Polícia Judiciária Civil, foi deflagrada contra Heitor Rocha Machado em razão de um suposto golpe de R$ 337 mil que teria sido realizado de dentro da prisão.

Ele é suspeito de adquirir móveis de luxo pelo telefone celular sem pagar pelos bens. Ocorre que em julho de 2024, quando a compra fraudulenta teria sido realizada, Heitor estava preso por outra denúncia, relativa à operação “Falsa Portabilidade”, que apura golpes virtuais de R$ 23,5 milhões contra vítimas que utilizavam contas da plataforma Mercado Pago.

O empresário foi solto em novembro de 2024 mediante uso de tornozeleira e preso novamente em junho de 2025 por crimes que não possuem relação, segundo sua defesa. “Desde sua soltura em 30/11/2024 até a decretação da prisão preventiva em 18 de junho de 2025, não há registro de nova infração penal atribuída ao paciente, seja na forma de golpes eletrônicos, fraudes financeiras, uso indevido de aparelhos celulares ou qualquer outra forma de ilícito. Tal constatação revela, com absoluta clareza, que a conduta do paciente em liberdade foi regular e compatível com as condições impostas pela decisão que lhe concedeu a liberdade provisória”, diz a defesa.

O pedido de liberdade do empresário ainda não foi analisado pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.

FALSA PORTABILIDADE

De acordo com a denúncia, os suspeitos aplicavam golpes criando contas bancárias na plataforma do Mercado Pago, utilizando-se indevidamente de dados pessoais das vítimas, além de documentos falsificados. Posteriormente, os suspeitos solicitavam a portabilidade de salário e, uma vez creditado, utilizavam os recursos em outras operações financeiras.

As suspeitas tiveram início a partir de relatórios elaborados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O cruzamento de dados e quebra de sigilo dos investigados apontou que Heitor Rocha Machado é o integrante da organização criminosa com maior poder aquisitivo tendo movimentado sozinho a quantia de R$ 9 milhões.

 

DIEGO FREDERICI
Da Redação do FolhaMax

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